Por Fernanda Bogoni
Há quem diga que o Instagram e algumas outras ferramentas ou redes sociais o tenham substituído. E há quem ainda conserve o hábito de enviar e também receber cartões-postais, afinal, não faz tanto tempo assim que esse souvenir de viagem era muito presente em nosso dia a dia. Bom, uma coisa é certa: a magia de enviar e receber cartões-postais provavelmente nunca será copiada e muito menos esquecida.
Muitas dessas correspondências, aliás, registram locais, objetos, costumes e monumentos que nem existem mais ou foram drasticamente modificados com o passar do tempo e a modernização das cidades.

Antigos postais do Brasil — Foto: Cidade dos Leilões/Reprodução.
Ainda hoje o colecionismo de cartões-postais, chamado de cartofilia, tem uma comunidade ativa no Brasil. Os entusiastas se reúnem em feiras de antiguidades, clubes filatélicos tradicionais e através de plataformas globais focadas em intercâmbio de correspondências físicas.
Uma história de muitos contos
A verdade é que os postais surgiram como um jeito mais barato de manter contato com aqueles que estavam distantes. As teorias são diversas e alguns países têm histórias que inserem seus cidadãos como protagonistas, mas o que ouvimos por aqui mesmo, no Brasil, é que o economista e professor austríaco Emanuel Herrmann, da Academia Militar de Wiener Neustadt, teve uma ideia que, segundo ele, abriria novas possibilidades para as correspondências: um cartão do tamanho de um envelope, de papelão fino, com o endereço do destinatário e um selo pré-impresso de um lado e o espaço para a mensagem do outro. Em 1869, ele publica sobre sua “invenção” na imprensa sob o nome de Korrespondenz Karte e dá início a essa história.

Selo postal em homenagem a Emanuel Herrmann — Foto: Ebay/Reprodução.
Contraditoriamente, em 1840, há registros de que um escritor londrino tenha enviado o primeiro cartão-postal a alguém, uma imagem colorida à mão, em um artefato feito caseiramente que teria sido, ainda, o único até hoje a receber o selo Penny Black, o primeiro do mundo.
Consta, ainda, que em 1861, o congresso estadunidense aprovou uma lei que permitia o envio pelo correio de cartões impressos de forma privada, com peso de até uma onça (aproximadamente 28 gramas). Na mesma época, John P. Carlton teria registrado os direitos autorais do primeiro cartão-postal na América. E a história vai adiante, com várias reedições e novos nomes ou fatos.

Do fim do século XIX ao início do século XX, os postais viveram uma espécie de auge entre as mais diversas classes econômicas: era mais barato para enviar, exigia menos formalidades na escrita e comunicava rapidamente a melhor ou pior das intenções. Acompanhou, como muitas das mídias do nosso tempo, a evolução da impressão gráfica, por isso, fez parte também do interesse e investimento de muitos fotógrafos em todo o mundo, quando se uniu definitivamente ao turismo. Segundo registros,o primeiro cartão-postal com a imagem da Torre Eiffel é de 1889, que por sinal foi construída muito pouco antes.
Também já houve uma época em que postais eram enviados em datas comemorativas, como feriados, aniversários, entre outras, e até mesmo em situações trágicas, como inundações ou terremotos. Pense um pouco e vai se lembrar de receber ou ver seus pais e avós recebendo ou enviando cartões no fim do ano ou em algum tipo de evento específico.

Postal de Curitiba, 1993 — Foto: Curitiba Histórica/Reprodução.
Até hoje, os cartões-postais são enviados e recebidos como um souvenir barato de viagens e por pessoas que conservam a nostalgia da época. No mês passado, mandamos uma série deles a alguns parceiros. Na imagens, aquilo que queremos guardar na memória: prédios icônicos de Curitiba, principalmente onde nossos corretores mais atuam: Ahú, Batel, Água Verde, Mercês, Juvevê e no centro.

Se quiser pegar o seu e fazer parte desse movimento com a gente, é só passar nos locais listados abaixo. Essa primeira coleção é compostade 8 cartões-postais. Se conseguir encontrar todos eles, conta pra gente!
Água Verde - Ed. Missões
• MoaCoa Café (Av. dos Estados, 504)
• Sals Gastronomia (R. Brasílio Itiberê, 4071)
• Magrela Café (Av. Iguaçu, 2820)
• Sodiê Doces (Av. Pres. Getúlio Vargas, 3309)
• Be Happy Beach Sports (Av. Pres. Getúlio Vargas, 2478)
Ahú - Ed. Colibri
• Degusto Café (R. Marechal Mallet, 145)
• Panificadora Trigo & Cia (R. Mal. Mallet, 671)
• Café Encantado (R. Luiz Antonio Biazzetto, 794)
• Carmella Gelateria (R. Colombo, 183)
• De Leon Pet Shop (R. Manoel Eufrásio, 923)
• Wescoffee Cookies (R. Manoel Eufrásio, 730)
• Al Sultan (R. Moysés Marcondes, 913)
• Restaurante Villas (R. Moysés Marcondes, 592)
Batel - Ed. Dom João VI
• Degusto Café (Al. Dr. Carlos de Carvalho, 1148)
Centro - Ed. Itália
• Manana Cafés (R. Des. Ermelino de Leão, 170)
Centro - Ed. Canadá
• Boca Lupo Focacceria e Café (R. Comendador Araújo, 431)
Centro - Ed. Araucária
• Royalty Café (R. São Francisco, 179)
• Livraria e Sebo Papirus (Tv. Nestor de Castro, 235)
Juvevê - Ed. Casario
• Degusto Café (R. Marechal Mallet, 145)
• Old Bakery Padaria Artesanal (Av. João Gualberto, 2099)
• Varanda Padaria Artesanal (R. Mal. Hermes, 678)
• Restaurante Villas (R. Moysés Marcondes, 592)
• Al Sultan (R. Moysés Marcondes, 913)
Mercês - Ed. Tour de la Ville
• Verdê Cafés (Av. Manoel Ribas, 648)
Postais sortidos (conforme disponibilidade)
• O Torto Bar (R. Paula Gomes, 354)
• Padaria América (R. Presidente Carlos Cavalcanti, 942)
• LynkGastrô (R. Presidente Carlos Cavalcanti, 684)
• Utopia Tropical (R. Trajano Reis, 50)